quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Bem-Estar para Animais em Cativeiro

08:44


Juliana Damasceno1, Cristina Harumi Adania2 e Gelson Genaro1

1 Programa de Pós Graduação em Psicobiologia da FFCLRP-USP.
2 Associação Mata Ciliar, Av. Emílio Antonon, 1000, Chácara Aeroporto, Jundiaí, Cep: 13212-010, SP, Brasil.
³ Programa de Pós Graduação em Psicobiologia da FFCLRP-USP.

Animais em cativeiro frequentemente habitam ambientes totalmente adversos, quando comparado ao que ocupariam em vida-livre. Vários fatores deste novo ambiente, e particularmente a escassez de estímulos adequados podem ser fortemente prejudiciais a estas espécies.

Um fator normalmente associado ao confinamento é a ausência das possibilidades para explorar, investigar e interagir socialmente. Estes animais apresentam déficits exploratórios e desenvolvem o medo, e também uma predisposição ao estresse (Broom & Fraser, 2007). Machado & Genaro (2010) assim como Mench (1998) afirmam que a exploração possui caráter recompensador para o animal, e a ausência de oportunidade exploratória pode acarretar em estresse podendo levar a psicopatologias e comportamentos anormais, o que prejudica sensivelmente o bem-estar do indivíduo.



Segundo Broom (1988) o bem-estar de um indivíduo está relacionado com as suas tentativas de lidar com seu ambiente, este estado pode variar de muito bom a muito ruim, podendo ser acessado por meio de testes de preferência, por exemplo. Em vida-livre os animais são expostos a um ambiente desafiador, em constante mudança, onde exigências físicas e cognitivas são continuamente impostas, como: evitar predadores, encontrar e obter alimento, percorrer terrenos de diferentes níveis, defender o território de outros animais e/ou co-específicos, socializar, acasalar, entre outros estímulos variados. No entanto o contraste com o ambiente cativo é alto: espaço restrito, falta de complexidade, rotinas de manejo permanentes (como alimentação facilitada) e o contato com humanos. Todos estes fatores tornam o ambiente altamente previsível e sem opções para o controle das variáveis fundamentais para o seu conforto e bem-estar (Swaisgoog et al., 2003; Mcphee, 2002).

As condições estáticas do ambiente cativo, bem como a ausência de estímulos apropriados, podem afetar os padrões normais de comportamento. Esta ausência de estímulos resulta em tédio, inabilidade para lidar com os fatores estressores, ausência de motivação e de oportunidade para expressar comportamentos naturais. Estas consequências podem gerar distúrbios fisiológicos, como o aumento nos níveis de cortisol (Markowitz, 1982; Wilson, 1982; Mcphee, 2002). Sob essas condições, comportamentos “normais” podem ser substituídos por comportamentos anormais (Carlstead, 1996), sendo estes últimos classificados como comportamentos que diferem na forma, na frequência, e no contexto daqueles apresentados pela maioria dos membros de uma espécie em vida livre (Broom & Johnson, 1993). Tais comportamentos incluem: coprofagia, letargia, hiperagressividade, hipersexualidade, baixa socialização, automutilação, comportamentos estereotipados, dentre outros (Shepherdson, 1989; Boere, 2001).

Para garantir um estado de saúde ótimo para estes animais é necessário elucidar os impactos biológicos e psicológicos causados pelo ambiente de confinamento (Carlstead et al., 1993), assim como prover alguns requisitos básicos que garantam o mínimo de conforto e segurança para os mesmos. Quanto mais pobre o ambiente, com impossibilidade de exploração e fuga, ausência de esconderijos e de itens que estimulem a atividade, os animais tenderão a apresentar alto grau de estereotipias e inatividade (Tilson & Seal, 1987). Neste sentido é imprescindível a execução de manobras provedoras de situações inovadoras que estimulem a exploração e a cognição dos indivíduos.



O enriquecimento ambiental vem se destacando como uma ferramenta efetiva para o fornecimento de estímulos de caráter inovador e dinâmico, com a finalidade de aumentar os comportamentos, como o exploratório (Mench, 1998).  Enriquecer o ambiente de um animal resulta na criação de um ambiente interativo e complexo, que permita ao animal (cativo) apresentar comportamentos naturais. Abrange o “design” de infra-estrutura dos recintos e a promoção de atividades, influenciando a maneira pela qual um animal cativo percebe e interage com seu ambiente (Shepherdson et al., 1993).

Genaro (2005) afirma que as técnicas de enriquecimento podem ser realizadas de diversas maneiras, com a sistemática alteração do ambiente, através de deslocamento de objetos já conhecidos, ou ainda, por meio da introdução de novos itens, garantindo desse modo à manutenção da novidade dentro de um ambiente conhecido. A utilização de métodos de enriquecimento ambiental possui como propósitos: a manutenção da motivação exploratória, evitar ou eliminar desvios comportamentais, maximizando assim a qualidade de vida desses animais.

Os estímulos devem mimetizar oportunidades que desenvolvam atos comportamentais assemelhados aos que experimentariam em vida-livre. As atividades devem, por exemplo, promover comportamentos como o forrageio, o deslocamento através de estruturas que necessitem de esforços como saltar, oportunidades que permitam a esses animais obter seu alimento, e ainda, para que aprendam novos comportamentos e realizem tarefas com exigências mais refinadas cognitivamente (Mellen & Shepherdson, 1997).

Através do enriquecimento pode-se proporcionar ao indivíduo escolhas do tipo de ambiente a ser utilizado, maiores possibilidades de exploração, imprevisibilidade, certo controle de sua alimentação e interações sociais. Funciona também como uma forma de aperfeiçoar o espaço disponível para os animais cativos, promovendo maior interação com o ambiente.

Os planos de enriquecimentos, realizados em instituições de pesquisa, criadouros, zoológicos, etc., devem ser baseados na história natural dos animais, guiado pelo conhecimento sobre a atividade em vida-livre, induzindo o encorajamento de comportamentos espécie-específicos, e mediado pelo impacto causado pelos tratadores (Mellen & Macphee, 2001), sem esquecer as medidas de segurança tanto para ao animal, como também para os profissionais envolvidos na questão especificamente. As técnicas possuem uma grande variedade de aplicações, e podem ser renovadas constantemente de acordo com os materiais disponíveis e criatividade, levando sempre em conta a necessidade da espécie e/ou indivíduo.

Diferentes autores sugerem classificações para os diversos tipos de enriquecimento, sempre de acordo com as atividades a serem estimuladas (Ellis, 2009; Shepherdson, 1998; Celotti, 1994). Baseados nas definições já existentes, sugerimos a classificação em cinco tipos de enriquecimento ambiental:

  • Físico: relacionado com a estrutura física do recinto, consiste na introdução de aparatos que aproximem o cativeiro ao habitat de cada uma das espécies. Para tal podem ser inseridos: vegetação, diferentes substratos (como areia, terra, grama e folhas secas). A criação de barreiras visuais também é fundamental para que o animal sinta-se protegido, como áreas de descanso, para se refugiarem de possíveis “ameaças” ou estímulos estressores (Rochlitz, 2000; Geret et al. 2011).
  • Sensorial: enriquecimento que pode ser utilizado com grande amplitude de aplicação, pois se relaciona com os cinco sentidos do animal, podendo ser: olfativo (Wells & Egli, 2004; Wells, 2009; Ellis & Wells, 2010; Resende et al., 2011), visual (Ellis & Wells, 2008), auditivo, gustativo e tátil. Vocalizações de outras espécies, ou sons da natureza, ervas aromáticas, urina, fezes (controlando-se as condições sanitárias destes), ou odores de outros animais, além de espelhos e televisores são alguns exemplos de enriquecimento sensorial.
  • Cognitivo/Ocupacional: envolve enriquecimentos em que o animal necessite utilizar sua capacidade de resolver problemas, são como “quebra-cabeças” apresentando algum grau de dificuldade para a resolução da tarefa. Também podem ser enriquecimentos ocupacionais, ou seja,  que “ocupem” o tempo do animal, colocando-o em atividade. Estes podem ser constituídos por brinquedos como bolas ou móbiles, ou ainda recompensas escondidas em caixas (Fig.1), escondidas pelo recinto, forçando o animal a procurar, ou se esforçar para conseguir a recompensa, ocupando seu tempo e estimulando sua cognição (Ellis, 2009).
  • Social: corresponde ao agrupamento de indivíduos de mesma espécie (co-específicos), ou mudança na composição dos grupos quando a espécie possui característica gregária (Celloti, 1994).
  • Alimentar: consiste na utilização de alimentos alternativos da dieta do animal, porém que sejam nutritivos para a espécie. Os alimentos também podem ser apresentados de várias maneiras: inteiros, com cascas, batidos, congelados, em forma de sucos, entre outros (Celloti, 1994; Law et al., 2001; Ellis, 2009).


Mellen e MacPhee (2001) sugerem que os planos de enriquecimento ambiental devem seguir uma ordenação para que a eficácia e os objetivos sejam atendidos. Essa ordem envolve os seguintes passos: (1) a definição dos objetivos, (2) planejamento, (3) realização, (4) documentação, e por fim, (5) o reajuste. 



Vários parâmetros são utilizados para analisar a interação com o enriquecimento, como: comportamento exploratório, interação social, comportamento de vigília, células sanguíneas, hormônios, vocalização, dentre outros (Genaro et al., 2004), sendo o comportamento exploratório um dos parâmetros mais utilizados (Genaro & Schimdek, 2000). 

O enriquecimento ambiental está ligado intimamente ao conceito de bem-estar, pois prover um ambiente enriquecido, ao animal cativo, proporciona melhoria no bem-estar deste, aumentando sua atividade exploratória e estimulando comportamentos necessários tanto psicologicamente como fisiologicamente para as espécies (Fig.3). No entanto é fundamental salientar que o conhecimento da biologia e comportamento dos animais envolvidos, assim como as características particulares do(s) próprio(s) individuo(s) a ser enriquecido deve ser levado em conta para que o enriquecimento seja seguro e efetivo. Com o conhecimento e criatividade, de maneira econômica e facilitada, podemos desenvolver diversas técnicas. Vários estudos têm sido realizados nesta área, porém muitas pesquisas ainda são necessárias para o desenvolvimento de metodologias que sejam satisfatórias, e que beneficiem, ao máximo, as espécies mantidas em cativeiro pelas mais diversas razões.

Mellen e MacPhee (2001) sugerem que os planos de enriquecimento ambiental devem seguir uma ordenação para que a eficácia e os objetivos sejam atendidos. Essa ordem envolve os seguintes passos: (1) a definição dos objetivos, (2) planejamento, (3) realização, (4) documentação, e por fim, (5) o reajuste.

Vários parâmetros são utilizados para analisar a interação com o enriquecimento, como: comportamento exploratório, interação social, comportamento de vigília, células sanguíneas, hormônios, vocalização, dentre outros (Genaro et al., 2004), sendo o comportamento exploratório um dos parâmetros mais utilizados (Genaro & Schimdek, 2000). 

O enriquecimento ambiental está ligado intimamente ao conceito de bem-estar, pois prover um ambiente enriquecido, ao animal cativo, proporciona melhoria no bem-estar deste, aumentando sua atividade exploratória e estimulando comportamentos necessários tanto psicologicamente como fisiologicamente para as espécies (Fig.3). No entanto é fundamental salientar que o conhecimento da biologia e comportamento dos animais envolvidos, assim como as características particulares do(s) próprio(s) individuo(s) a ser enriquecido deve ser levado em conta para que o enriquecimento seja seguro e efetivo. Com o conhecimento e criatividade, de maneira econômica e facilitada, podemos desenvolver diversas técnicas. Vários estudos têm sido realizados nesta área, porém muitas pesquisas ainda são necessárias para o desenvolvimento de metodologias que sejam satisfatórias, e que beneficiem, ao máximo, as espécies mantidas em cativeiro pelas mais diversas razões.

Vários parâmetros são utilizados para analisar a interação com o enriquecimento, como: comportamento exploratório, interação social, comportamento de vigília, células sanguíneas, hormônios, vocalização, dentre outros (Genaro et al., 2004), sendo o comportamento exploratório um dos parâmetros mais utilizados (Genaro & Schimdek, 2000).

O enriquecimento ambiental está ligado intimamente ao conceito de bem-estar, pois prover um ambiente enriquecido, ao animal cativo, proporciona melhoria no bem-estar deste, aumentando sua atividade exploratória e estimulando comportamentos necessários tanto psicologicamente como fisiologicamente para as espécies (Fig.3). No entanto é fundamental salientar que o conhecimento da biologia e comportamento dos animais envolvidos, assim como as características particulares do(s) próprio(s) individuo(s) a ser enriquecido deve ser levado em conta para que o enriquecimento seja seguro e efetivo. Com o conhecimento e criatividade, de maneira econômica e facilitada, podemos desenvolver diversas técnicas. Vários estudos têm sido realizados nesta área, porém muitas pesquisas ainda são necessárias para o desenvolvimento de metodologias que sejam satisfatórias, e que beneficiem, ao máximo, as espécies mantidas em cativeiro pelas mais diversas razões.

O enriquecimento ambiental está ligado intimamente ao conceito de bem-estar, pois prover um ambiente enriquecido, ao animal cativo, proporciona melhoria no bem-estar deste, aumentando sua atividade exploratória e estimulando comportamentos necessários tanto psicologicamente como fisiologicamente para as espécies (Fig.3). No entanto é fundamental salientar que o conhecimento da biologia e comportamento dos animais envolvidos, assim como as características particulares do(s) próprio(s) individuo(s) a ser enriquecido deve ser levado em conta para que o enriquecimento seja seguro e efetivo. Com o conhecimento e criatividade, de maneira econômica e facilitada, podemos desenvolver diversas técnicas. Vários estudos têm sido realizados nesta área, porém muitas pesquisas ainda são necessárias para o desenvolvimento de metodologias que sejam satisfatórias, e que beneficiem, ao máximo, as espécies mantidas em cativeiro pelas mais diversas razões.



Fig. 1. Babuíno sagrado (Papio hamadryas) interagindo com enriquecimento ambiental cognitivo/ocupacional (caixa-surpresa).
Fig. 2. Interação social de um casal de onça-pintada (Phantera onca) com o item de enriquecimento ambiental cognitivo/ocupacional (bola).

Fig. 3. Interligação entre Bem-Estar, Enriquecimento Ambiental e Comportamento Exploratório. Para aprimorar o bem-estar de uma espécie em cativeiro, uma das melhores opções é enriquecer seu ambiente, estimulando comportamentos naturais e aumentando o comportamento exploratório.


É necessário ressaltar que todos os tipos de enriquecimento ambiental podem estar relacionados: alimentar com cognitivo, sensorial com alimentar, etc (Fig.2). A divisão dos enriquecimentos ocorre apenas com função didática, pois na prática torna-se difícil à aplicação de um enriquecimento sem estar relacionado a dois ou mais tipos.


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